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1. O TERRENO ONDE PRETENDO FAZER O POÇO ESTÁ EM UM LUGAR ALTO, LONGE DE UM RIACHO QUE PASSA NA PARTE BAIXA. SERIA MELHOR FAZER O POÇO NA PARTE BAIXA DO TERRENO?

Num primeiro momento é melhor construir numa parte mais baixa do terreno. A explicação está no fato de que de modo geral, nas partes baixas onde ocorre presença de arroios ou rios, ou mesmo que não venha a ter estes, está sempre vinculado com a presença de fraturas da rocha, na qual sempre há um grande potencial de existência de água subterrânea. No entanto, deve-se frisar que isto é uma situação de caráter genérico, pois o fundo do solo pode sempre reservar situações que muitas vezes não são visíveis ao nível de superfície; portanto, um bom mapeamento geológico e geomorfológico do local do projeto por um geólogo, propicia a que se minimize a possibilidade de erro na locação do poço.

2. UM VIZINHO TENTOU FAZER UM POÇO MAS NÃO ENCONTROU ÁGUA. ISSO SIGNIFICA QUE A MINHA REGIÃO NÃO TEM ÁGUA SUBTERRÂNEA ?

Não, nem sempre. Dependendo do tipo de rocha que existe no fundo do solo, é possível ocorrer o caso de não encontrar água em determinado ponto, mas se deslocarmos em alguns metros de distância deste ponto pode ocorrer que se encontre água em quantidade. A situação toda se relaciona com a questão da presença de fraturas na rocha, ou ainda, com a profundidade de perfuração, tendo em vista que muitas vezes as fraturas estão em cotas muito profundas. A questão de profundidade se aplica muito quando se perfura rochas sedimentares onde a entrada de água se dá nas variações de camadas arenosas com argilosas, e, neste contexto, quanto mais camadas arenosas a perfuração cruzar, maior a quantidade de água no poço.

3. UM AMIGO FEZ UM POÇO ARTESIANO. A OBRA DEMOROU 2 MESES. QUANTO TEMPO PODE DEMORAR A PERFURAÇÃO DE UM POÇO DE 60 METROS ?

Depende do tipo de equipamento que se está utilizando no processo de perfuração e o tipo de roca que existe no subsolo. Basicamente, no estado do RS, as empresas construtoras de poços têm utilizado dois tipos de equipamento de perfuração: o sistema roto-pneumatico e o sistema percussivo. Em termos de agilidade para a construção de poço, o sistema roto-peumático é muito mais rápido, visto ao fato da broca de perfuração (bit) ser conduzido com o apoio de pressão com ar comprido por compressor, o qual aciona um martelo acoplado ao bit, ou seja, a perfuração ocorre como se fosse um martelo batendo velozmente a rocha e ao mesmo tempo ela fica girando sobre ela, por isso o nome roto-pneumático. Este sistema consegue perfurar 60 metros, dependendo da potencia do compressor, em até 4 horas.

4. É FEITO ALGUM ESTUDO ANTES DA PERFURAÇÃO PARA SABER SE EXISTE ÁGUA NO SUBSOLO ?

Sim. É elemento fundamental para o sucesso da construção do poço. Existem vários elementos físicos na região onde se pretende captar água subterrânea, em especial os elementos de relevo, drenagens, o tipo de rocha, o tipo de sedimentos, a necessidade de vazão e qualidade que o requerente necessita, etc., etc. Em muitos casos a avaliação física extrapola o limite do terreno do proprietário que quer construir o poço, sendo necessário fazer a avaliação no entorno do lote em escalas maiores, às vezes alguns quilômetros no entorno; tudo visando a certeza na decisão do ponto exato da perfuração.

5. É POSSÍVEL SABER A QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO ANTES DA PERFURAÇÃO DO POÇO ?

Nem sempre. É possível se ter uma estimativa de qualidade em decorrência da experiência que a Empresa possui na construção de poços quando se depara com um determinado tipo de rocha. A qualidade da água está muito vinculada ao tipo de rocha que ocorre no local, visto ao fato que lá no fundo da rocha a água se mantém em constante reação com a rocha, portanto, sempre estará vinculado ao tipo de rocha. Desta forma, pela quantidade de poços perfurados e pelo conhecimento que se tem do tipo de rocha, é possível se fazer uma estimativa, mas a precisão, só quando se fizer uma coleta após o processo de perfuração.

6. DEPOIS DE CONTRATADO O SERVIÇO, CASO NÃO SE ENCONTRE ÁGUA, TEREI QUE PAGAR O VALOR CONTRATADO ?

Cada Empresa possui uma rotina administrativa diferente quanto as etapas que compõem a construção do poço. Em específico a Hidrobrasil estrutura no contrato a necessidade de se ao menos cobrir o custo de deslocamento e uso do equipamento de perfuração e da mão de obra, visto que são elementos da rotina técnica da empresa que possui um custo de manutenção destes. De modo geral, é cobrado ao menos o custo equivalente a 60 metros de perfuração constante na planilha orçamentária do contrato, o que por si cobriria os custos de mobilização.

7. NA MINHA REGIÃO EXISTEM POÇOS DE BALDE CUJA ÁGUA É “SALOBA” MEU POÇO TAMBÉM TERÁ ÁGUA SALOBA ?

Dificilmente. É necessário entender que todos os poços do tip de balde (cacimba) estão captado água das camadas mais superficiais do local, u seja, pega água somente da parte onde tem solo, e não da pedra. Ocorre na natureza a presença de água nas partes onde tem solo somente. Esta água tem como origem a chuva ou alguma drenagem da região, como arroio, rio ou açude. Esta água “caminha” por debaixo do solo, e os poços de balde conseguem captá-la sem problemas maiores. No entanto existe o problema que esta água, pelo fato de estar em contato com o solo e ter sua origem como citamos acima, sofre intensa reação química nestas camadas o que faz com que seja “saloba”. Os poços tubulares não possuem este tipo de problema, pois captam água direto da rocha, na qual a relação química é diferente pelo fato que a água que ali existe tem como origem direto das fraturas ou das camadas mais arenosas.

8. QUAL É A PROFUNDIDADE IDEAL PARA UM POÇO ARTESIANO ?

A profundidade ideal está relacionada com a necessidade de vazão e qualidade de água que a pessoa precisa com o tipo de rocha que ocorre no local da perfuração. Em rochas graníticas geralmente a profundidade ideal ocorre em cotas médias a profundas, visto ao fato que se deve cruzar por fraturas para conseguir alcançar entradas de água, e isto pode ocorrer tanto próximo a superfície como em grandes profundidades. Em rochas sedimentares deve-se cruzar ao máximo por porções arenosas para que aumente a concentração água. Em algumas regiões do Estado a entrada de água em rochas sedimentares são mais superficiais, como as do arenito Botucatu, que tem o aqüífero Guarani.

9. QUANTO CUSTA UM POÇO ARTESIANO ?

O valor corresponde ao projeto de cada cliente, e tem como base os custos dos materiais que serão colocados no poço (canos, cabos, bomba, etc.) e a mão de obra do serviço. Alguns valores que fazem parte do projeto têm características lineares, como o metro perfurado em rochas e camadas sedimentares, e outros itens estão relacionados a unidades do material como luvas, bomba, mão de obra, etc. Neste aspecto, o valor pode variar consideravelmente conforme a necessidade uso do requerente o qual pode ser de um pequeno poço para apenas irrigar um jardim até um grande poço para abastecer uma irrigação de plantação de arroz. Nestes tipos de situação, os equipamentos que serão colocados em cada poço são completamente diferentes um do outro e, naturalmente, os preços também.

10. COMO POSSO PAGAR O SERVIÇO ?

Cada empresa de construção de poços tem sua rotina administrativa. No caso da Hidrobrasil, o pagamento pode ser feito a vista com desconto, ou ainda, parcelado em 04 vezes, sendo que a primeira parcela fica entorno de 50% do valor original do contrato e o saldo representado por cheques pré-datados, ou ainda, por boletos bancários. De modo geral são as condições básicas, mas que podem podem ser negociadas conforme a necessidade ou disponibilidade do cliente.

11. QUAL A GARANTIA DOS EQUIPAMENTOS (BOMBAS E INSTALAÇÕES) DO POÇO ?

A garantia para a parte construtiva do poço é de 05 anos, onde está relacionado a questão da tubulação de revestimento, parede do poço e vedação sanitária. Para o conjunto hidráulico a garantia é de 01 ano, visto que o próprio fabricante da bomba somente fornece este prazo.

12. QUAL A VERDADE SOBRE A TÉCNICA DE DETERMINAR O LOCAL DO POÇO COM A CONHECIDA VARINHA UTILIZADA AO LONGO DOS ANOS ?

Como vários outros elementos culturais do povo brasileiro, esta é mais uma das situações em que a questão da crença no assunto é o que prevalece. No aspecto científico, o que se deduz para o fato de achar água com a varinha são alguns elementos: a) a água por si só é gerador de campo magnético quando induzido por corrente elétrica ou por vibrações, b) qualquer elemento da natureza que seja um bom condutor de campo magnético, como cristais, pode sofrer interferência quando acionado por um agente criador de campo magnético qualquer, como água. Na relação da dedução científica com a crença popular, o que se observa é que o “homem da varinha” de modo geral é uma pessoa de idade e muito conhecedora da região, ou ainda, bem instruída dos elementos físicos que podem indicar a presença de água. Neste aspecto, quando ele se utiliza de uma varinha do tipo marmelo ou goiabera (que são bem fibrosas, flexíveis quando de vibrações), ou ainda de cobre ou ferro (que são muito sensíveis a corrente elétrica ou campo magnético), é possível que com a soma de sua experiência de vida com as informações acumuladas de locais com potencial de água e com a sensibilidade ao campo magnético das varinhas, que ele tenha sucesso para a melhor locação de poço. De qualquer forma, as duas situações são comumente utilizadas no Brasil, a prospecção de água por meio da avaliação científica e por meio da dedução mística-folclórica. De modo geral, a eficiência maior se dá na dedução científica.

13. EXISTE ALGUMA FORMA DE DETERMINAR O MELHOR LOCAL PARA PERFURAR UM POÇO ARTESIANO ?

Sim, através do mapeamento hidrogeológico. É através deste mapeamento que se obtém a eficiência na locação do poço, pois, com a soma dos dados de investigação das características de relevo, tipo de rocha, tipo de sedimentos e forma das drenagens da região é que se tem uma grande certeza do melhor ponto para a locação do poço. Existem ainda ferramentas tecnológicas que aumentam a precisão na locação, que são a investigação por meio da geofísica a qual pode ser por sísmica ou eletroresistividade. São aparelhos que por meio de injeção de corrente elétrica (eletroresistividade) ou por vibrações na rocha (sísmica), conseguem apresentar uma visão em até 3D de como é o fundo da rocha e onde está a água.

14. QUANTOS ANOS PODE DURAR UM POÇO ARTESIANO ?

Não existem estudos que avaliaram especificamente o tempo de vida de um poço. O que se observa na situação dos poços existentes é que eles podem ter uma existência muito longa se for executado manutenções e limpezas rotineiras nestes. Tal situação decorre do fato que os poços são construídas na rocha, e como tal, a possibilidade de desmanche de rochas por meio da ação da água, é de milhares de anos, coisa de escala de tempo geológico, ou seja, podem durar por varias gerações.

15. COMO É FEITA E QUAL O PERÍODO IDEAL PARA A MANUTENÇÃO DO POÇO ?

De maneira geral a Hidrobrasil recomenda a manutenção de limpeza num período de a cada 03 a 05 anos. No entanto tal periodicidade pode variar conforme o tipo de rocha em que foi construído o poço. Por exemplo: em rochas graníticas em que as entradas de água se deram em fraturas abertas, a tendência de acúmulo de argilas é bem menor, e, neste caso o período de manutenção a mais longo, como a cada 05 anos. Em locais onde a rocha é do tipo sedimentar, onde a possibilidade de geração de argilas é maior, é interessante que se realize a manutenção em períodos menores, como a cada 03 anos. A manutenção está vinculada com a limpeza das paredes e tubulações do poço e da revisão mecânica e elétrica da bomba. A limpeza é feita através da aplicação de produtos químicos desincrustrantes e bacteriológicos que visam eliminar a presença de toda e qualquer acumulação de incrustações na tubulação e parede do poço. A remoção deste material é executada pelo processo de escovamento das paredes e posterior turbilhonamento por meio da pressão de ar comprimido de compressor. A revisão mecânica da bomba visa especificamente avaliar e corrigir defeitos mecânicos da bomba, em especial os mancais e rotores. Na parte elétrica é verifica a parte das bobinas. Caso se identifique problemas, as peças são trocadas.

16. A VAZÃO DO POÇO TEM RELAÇÃO COM A QUANTIDADE DE ÁGUA QUE ELE PODE FORNECER AO LONGO DOS ANOS, OU SEJA, A ÁGUA PODE SE ESGOTAR MAIS RAPIDAMENTE SE A VAZÃO DO POÇO FOR MENOR, OU PODERÁ NUNCA ESGOTAR SE O POÇO TIVER UMA GRANDE VAZÃO?

A vazão tem relação com a quantidade de água que a rocha pode fornecer. Se um determinado poço foi construído em rochas que tenham baixo potencial de fornecimento de água e também de recarga do aqüífero, existe a possibilidade do nível de água rebaixar muito, ou, em casos extremos, conforme o tipo de rocha e a quantidade de água retirada por segundo, secar. No caso de rochas com alto potencial de água, como os arenitos da Formação Botucatu, na qual se concentra o Aqüífero Guarani, a perspectiva de secar um poço é praticamente nula, visto ao fato que é uma rocha com alto potencial de recarga de água, ou seja, sempre está entrando água no sistema. Desta forma, o importante é observar as determinações dadas pelo técnico que entregará a obra do poço, pois é neste momento que serão feitos os ajustes finais do conjunto hidráulico com relação ao potencial de vazão que a rocha pode fornecer, evitando que se utilize de maneira desenfreada a água do poço e que este venha a secar.

 

 

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